A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 19/11/2021
Consoante à constituição brasileira, “todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da mesma”, conclui-se que este conceito não é muito bem compreendido e efetivado pela sociedade em geral. Desde as civilizações antigas, o preconceito racial e sexual existe, principalmente na questão da publicidade, em que é buscado mostrar, na maioria das vezes, a população branca, com corpo saudável, ou seja, sendo desconsiderado as outras pessoas que nós convivemos, como os negros, e LGBTQIA+. Essa situação é algo feito de forma equivocada, já que são representados apenas uma parcela da população, idealizando uma ideia de que todas as pessoas são daquele jeito, o que não acontece.
Entretanto, tomando como referência os negros, eles tiveram um aumento na sua presença em anúncios publicitários ou em produções da mídia, como por exemplo na criação de uma lei que exija a exibição de uma porcentagem mínima de negros em todos os filmes, que se isso não for respeitado, o filme não pode ser transmitido nos cinemais, por exemplo. Quando um negro é representado em algum seriado ou filme, ele nem sempre possui características reais dos negros, tentando ser modificada a sua aparência para que se aproxime do padrão de beleza que é imposto pela sociedade. Nos últimos tempos, a preocupação das marcas em representar pessoas negras tem aumentado, e isso é crucial para a valorização dessas pessoas.
Não menos importante, existe também a situação dos LGBT, que já vêm lutando pelos seus direitos há um bom tempo, mas que a sua situação em se tratando de representatividade obtiveram resultados quase nulos no seu crescimento. Projetos de lei vêm sendo criados para impedir o incentivo para certas sexualidades, por se tratar de um assunto pessoal, de âmbito apenas pessoal. Outra parcela da população que se sente mal representada são as mulheres, como na representação do físico, que quase sempre aparecem magras, ou mesmo na questão da aparência, geralmente com vários procedimentos para atender à aquela ideia do ideal de beleza feminino. E por essa falta de representatividade, muitas dessas mulheres podem se sentir desmotivadas, ou abaladas por não atenderem aos padrões impostos.
Por conseguinte, torna-se extremamente necessário que, políticos do Setor Legislativo juntamente com o Ministério da Cidadania, tornarem obrigatório a representação das diferentes grupos populacionais em canais publicitários, por meio da formulação de uma lei que exija a participação de tais grupos, ou atuando na publicidade, ou envolvidos na produção dos mesmos. Tal ação promoveria uma certa visão mais realista da sociedade, assim como traria impactos no meio social e econômico.