A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 19/11/2021

A sétima edição do estudo “TODXS – Uma análise da representatividade na publicidade brasileira” mostra que, apesar de estar em evolução, o mercado nacional ainda precisa quebrar estereótipos e se conectar com os consumidores de forma mais relevante.  Ademais, é nítido que os costumes da nossa sociedade eram baseados em valores patriarcais e preconceituosos, de acordo com o filosofo brasileiro Gilberto Freyre em “A casa-grande e a senzala”. Inquestionavelmente, essas influências ainda podem ser nítidas até os dias de hoje, de modo que são encontradas em campanhas publicitárias, como o modo que os negros e mulheres são representados em propagandas e produções cinematográficas, ou seja, de formas secundárias ou estereotipas.

Desde o primórdio das produções Hollywoodianas, eles refletem e reforçam preconceitos e estereótipos presentes na sociedade norte-americana. Como o filme: O diário da princesa, que dissemina padrões tóxicos sobre “obrigações” das mulheres quanto ao corpo, vestimentas e comportamento. Outrossim, a Indústria cinematográfica é um fator preponderante para a persistência desse quadro, considerando que a mesma é ávida pelo lucro e sua base são propagandas homogêneas e centradas na figura masculina, contribuindo para a formação de uma sociedade paradigmática e patriarcal, instituída a participação feminina nos meios propagandísticos.

No entanto, atualmente ganhou força um movimento de mostrar mulheres reais nos cinemas. Sem protagonistas unicamente brancos, de corpos padronizados e comportamento tido como ideal. Inclusive, diversos documentários, como Embrace e  What Happened Miss Simone  tratam justamente de representatividade e de mulheres reais. Além disso, é visível o estereótipo e exigências alarmantes relacionados às mulheres. Logo, é gratificante que tenham cada vez mais influenciadoras que são contra a padronização da estética e que consequentemente mostram o verdadeiro corpo feminino. Assim, reforçando que não existem atrizes com corpos e comportamento perfeitos. Como  a influenciadora Georgia Clarke que vem se dedicando a acabar com a mentira por trás das fotos perfeitas compartilhadas no Instagram.

Portanto, faz-se mister que as influenciadoras, atizes, cantoras, em conjunto ao Ministério da Mulher promovam campanhas publicitárias e ações que visem reparar o déficit de representatividade no Brasil, por meio da ampliação das cotas de gênero, o aumentando a porcentagem de mulheres que devem estar empregadas em empresas públicas e privadas, a fim de fortalecer sua presença no mercado de trabalho. Além de instituições propagandísticas que incorporem a diversidade cultural e étnica feminina nas peças públicas, garantindo direitos e possibilitando novos horizontes.