A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 19/11/2021
O filme Pantera negra é a primeira produção da Marvel protagonizada por um herói negro. Interpretado por Chadwick Boseman, o trama é repleto de referências históricas, políticas e culturais que contam a trajetória do movimento negro nos Estados Unidos pela luta por direitos sociais. Conquistando uma marca de 5ª maior bilheteria de estreia da história dos EUA, o longa representa um marco no gênero de filmes de super-heróis e na representatividade negra nas telas de cinema. Sob esse viés, é notório ressaltar que a representatividade na publicidade é trivial para que as pessoas se sintam inseridas no mercado audiovisual e, consequentemente, na sociedade como um todo.
Entretanto, denuncia-se a escassez de representação de pessoas minoritárias na publicidade pela irrelevância que o Estado tem em combater a problemática. De modo conjunto, uma seleção social é um modo de dominação presente na contemporaneidade, uma vez que é reconhecida como um abuso totalitário constituído pelo preconceito ligado aos padrões criados pelo próprio ser humano. Logo, é eminente, para desestruturar a seleção na publicidade, uma redução da falta de liberdade de expressão comercial pelo governo brasileiro.
Ademais, encontra-se a apresentação da perfeição, presente nas publicidades, como causador da exclusão social de uma parcela populacional que não é representada nas propagandas: homossexuais, negros, pessoas com deficiência, etc. Segundo o livro “Sociedade do Espetáculo”, o filósofo francês, o autor Guy Debord, requisitos a concepção de transmitir uma aparência de vida idealizada que mostra uma realidade da distância contemporânea que é demonstrada para a exibição de uma “vida perfeita”, visto que o ser humano se sente na obrigação de reprimir tragédias , demonstrando nas redes sociais a falta de representatividade pelo objetivo ultrapassado de omitir a realidade.
Dessa forma, para a representatividade de todos os obrigados, é necessário romper o padrão da perfeição. Portanto, é mister que o Estado tenha atitudes que melhorem o quadro atual e a construção da seleção social. Para a representatividade nas publicidades, instar que o Ministério Público - órgão responsável pela criação e alteração legislativa - criar, por meio de investimentos em campanhas publicitárias que incluem a minoria, leis que tornem obrigatórias a inclusão de grupos sociais nas propagandas, inibindo, desse modo , a ignorância estatal, tornando possível combater as mazelas causadas pela exclusão social.