A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 19/11/2021

Ao longo do processo de formação da sociedade, se instaurou o discurso de não inclusão social. Por esse motivo, muito tem se discutido a importância da representatividade nas publicidade. De modo histórico, no início do processo de colonização do Brasil, os negros foram considerados aquém do desenvolvimento social. Em face disso, hodiernamente, as campanhas midiáticas devem respeitar a diversidade étnica do povo. Em razão de que, reafirma a identidade democrática e erradica do padrão eurocêntrico. Logo, o debate sobre a impotância da representividade na publicidade  faz-se necessário, uma vez que este afeta a sociedade de modo geral.

Sob este viés, é indicado resgatar os valores erroneamente atribuídos as minorias, pois desde os primórdios estes eram tratados de forma discrepante com o padrão da sociedade no período. Muitos deles eram excluídos da sociedade e muitas vezes mortos. Diante disso, as mídias de comunicação tem como papel integrar minorias, em razão de que extingue o caráter discriminatório do corpo social e enfraquece politícas de segregação.

A sociedade atual é extremamente exclusiva onde fazer parte de minorias como: populações negra, LGBTQIA, de mulheres, indígenas e de deficientes. Te torna alvo de inúmeros ataques onde eles sofrem, exclusão social, desigualdade, preconceito e discriminação. Tais desigualdades sociais podem causar hostilidades entre setores de uma sociedade. Uma pesquisa foi realizada pela Elife e a agência SA365 sobre diversidade na publicidade brasileira, analisou 5.261 posts no Facebook e no Instagram feitos por 20 dos principais anunciantes brasileiros entre janeiro e dezembro de 2019. “Presença de grupos indígenas não foi registrada em nenhum dos materiais coletados”. “Negros, a porcentagem de participação caiu 10% em relação ao período anterior de comparação”. Dados estes que dão vergonha, mas que mostram que o viés da publicidade do Brasil ainda tem muito para crescer e as marcas precisam agir e fazer as minorias “virarem estratégias” também, além do básico que é mostrado.

Fica evidente, portanto, que a diversidade das campanhas publicitárias demonstram a imparcialidade social. Assim, é imprescindível que o Ministério da educação em conjunto com os Estados e a mídia, exijam a participação plural dos grupos, especialmente, em redes sociais. O empenho da representatividade no marketing promove uma maior humanização da companhia, já que mais pessoas e ideias serão ouvidas e englobadas. Deste modo, será possível alcançar um desenvolvimento saúdavel e mais inclusivo.