A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 26/01/2022
Em 2022, a empresa de doces conhecida como “confetes”, a M&M’s, fez seu reposicionamento de marca, mudando sua imagem para que seus clientes se sintam mais representados. Assim como a M&M’s, diversas outras empresas e canais midiáticos buscam trazer ainda mais diversidade para suas imagens, a fim de promover inclusão e combater preconceitos.
Também em 2022, uma criança mineira viralizou na internet por se identificar com a personagem do novo filme animado da Disney “Encanto”, dada suas aparências completamente parecidas, tendo o cabelo cacheado, tom de pele semelhantes e com óculos de grau. Também buscando promover a inclusão de minorias, a atriz com deficiência auditiva Lauren Ridloff, participou do filme da Marvel “Eternos”, se tornando a primeira atriz surda a fazer parte do elenco de super-heróis da empresa, trazendo mais olhares e atenção ao tema de deficiências deste porte às pessoas.
Ademais, há um alto desejo por parte das pessoas de erradicalizar ou minimizar os efeitos do preconceito não só no Brasil, mas como em diversos outros países. Se tornou projeto social das empresas promover campanhas com personagens negros e outras minorias para contribuir com a diminuição de preconceitos. Pode-se citar o Bradesco, que, em sua campanha de dia dos pais apresentou uma família de pessoas negras. Além desta, também houve a polêmica propaganda da Natura para o mesmo tema, onde, para promover a representatividade e inclusão de pessoas, apresentou Thammy Miranda, nascida mulher que se reconhece como homem.
Portanto, visto como a visibilidade de grupos minoritários é importante para rompimento de esteótipo e discriminação, cabe ao Governo Federal, por meio do Poder Legislativo, criar leis que incentivem empresas a tornar a inclusão uma obrigatoriedade social em suas publicidades, a fim de propagar características vistas como diferentes para uma parcela da população.