A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 22/01/2022
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o privilégio do bem-estar social. Entretanto, no Brasil, a pouca representatividade na publicidade contemporânea inibe a repercussão íntegra do preceito destacado pela ONU. Dessa forma, é de suma importância analisar os estimulantes do entrave, como: o conservadorismo e a má influência midiática. Em primeira instância, deve-se ponderar acerca do conservadorismo derivado do processo histórico publicitário. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade atual é considerada líquida por ter seus valores em constantes mudanças o que é algo bom para a evolução social, mas nessa sociedade ainda se encontra valores sólidos que não foram mudados que agravam o crescimento social. Nesse viés, a publicidade desde sua origem provê aos consumidores meios de padronizar certas características, entre elas a raça, a cultura, a religião, ou seja, os estereótipos europeus. Visto isso, a mudança é crucial na construção do bem-estar coletivo.
Ademais, vale ressaltar a má influência midiática como promotora do empecilho. Segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta não deve ser convertido em mecanismo de opressão simbólica. Diante do exposto, os veículos midiáticos são grandes idealizadores dessa premissa, já que disseminam informações à grande parcela da população, destarte, eles não cooperam em relação à valorização da representatividade social nas propagandas e afins. Desse modo, a reformulação desses meios é notária.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Ministério da Cidadania, em conjunto com o Ministério das Comunicações, deve alterar essa realidade, por meio da criação de condutas para as empresas comerciantes acerca da formulação de anúncios com admissão à diversidade social e cultural - a favor da representação de grupos marginalizados e a propagação de novas identidades. A fim de estabelecer o empoderamento e a importância da inclusão de parcelas “desconhecidas” à mídia atual. Assim, espera-se erradicar a problemática criada e garantir a todos o direito ao bem-estar social conforme proposto pela DUDH.