A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 25/01/2022

A constituição federal de 1988 afirma que todos os cidadãos são iguais perante a lei e têm os mesmos direitos, entretanto, é indubitável que o acesso igualitário aos direitos básicos não é suficiente para que a igualdade racial e de gênero seja uma verdade experimentada no dia a dia do povo brasileiro.Visando essa igualdade, é necessário também que os grupos étnico-raciais menos favorecidos e mebros da comunidade LGBTQIA+ estejam presentes nos anúncios,séries,novelas e propagandas a fim de que haja um maior número de pessoas que se sintam representadas na publicidade.Tendo isso em vista, é possivel destacar a importância da representatividade na publicidade e pontuar o preconceito e a desigualdade de oportunidades como fatores agravantes da falta dessa.

Em virtude da escravidão negra no período colonial brasileiro, marcas foram deixadas e dificultam ainda hoje a vida dos negros, sendo o preconceito racial a maior delas, que, indevidamente, age como empecilho para a participação negra no mercado de trabalho.Sendo assim, a ausência de negros na publicidade é, factualmente, reflexo do preconceito de empregadores que optam na maioria das vezes em contratar brancos. Ademais, nota-se também a ínfima participação de pessoas LGBTQIA+ na publicidade , que tambem é associado ao preconceito e esteriótipo da família tradicional.

Outrossim,a desigualdade de oportunidades também se apresenta como contruibuinte para a perpetuação da pouca representatividade dos negros e homossexuais na publicidade. A população negra é cerca de 70% dos pobres no Brasil e também é maioria nas periferias,logo, é inquestionável que a baixa condição socioeconômica estreita as oportunidades de bons empregos e de estudo. Em virtude disso, é menos acessível para essa parcela da população vagas de emprego em redes televisivas e empresas publicitárias, o que , consequentemente , faz com que a participação dos negros como protagonistas das mídias seja muito menor comparado com o protagonismo branco.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Faz-se urgente que o Ministério da Comunicação, responsável por fiscalizar o conteúdo veiculado nas mídias, assuma uma postura mais compromissada com a resoluçao da problemática da falta de representatividade negra e homossexual na publicidade e outras mídias, através da imposição de um percentual de trabalhadores obrigatoriamente negros e homossexuais em empresas publicitárias,televisivas e cinematográficas de todo o país, com o intuito de aumentar a representatividade das diferenças. Além disso, o Governo Federal tem o dever de proporcionar uma vida digna aos mais pobres, para que eles tenham oportunidades melhores e haja mais acessibilidade aos bons empregos a fim de se fazerem mais presentes na publicidade e assim, tornar o Brasil um país igualitário em termos de raça e gênero.