A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 26/01/2022
Com os avanços nas redes de comunicação e tecnologia, grupos minoritários, ainda que pouco, são cada vez mais representados. Desse modo, a diversidade feminina no âmbito da publicidade e propaganda vem causando discussões. Uma pesquisa feita pela empresa Kantar, indicou que 76% das mulheres não se identificam com anúncios destinados a elas. Os padrões estabelecidos sobre beleza ou personalidades não só excluem mais da metade da população feminina brasileira, como aumentam o preconceito e automatismo de pensamentos idealizados. Em primeiro lugar, as empresas geralmente seguem padrões pré-estabelecidos, dentre eles estão, a idealização de um corpo magro e definido, cabelos longos e lisos, gerando uma ideia super estereotipada do que é beleza feminina. No entanto, é evidente que as mulheres brasileiras são muito plurais, contradizendo os ideais de estética. Em segundo lugar, essa pressão idealizada de beleza aumenta a taxa de exclusão da mulher negra na sociedade. A taxa de mulheres negras com papéis protagonistas em publicidades é cerca de 25%, além disso, a representação das características negras é censurada, o que passa a ideia de branqueamento, já que a maior parte das mulheres negras presentes em propagandas possuem tom de pele mais claro, poucos traços negroides e cabelos lisos. Como consequência, a sociedade automaticamente generaliza as mulheres, aumentando o preconceito racial, a gordofobia, o machismo, entre outros. Nesse sentido, algumas ações podem ser tomadas, o Governo Federal juntamente com empresas e organizações de grande influência, podem organizar projetos e comissões a fim de que haja diminuição da idealização social feminina, colocando a diversidade das mulheres brasileiras nas propagandas, para que se sintam cada vez mais acolhidas e representadas, assim, propagando mais respeito e menos preconceito.