A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 19/03/2022
A obra “Ensaio sobre cegueira” retrata a invisibilidade de certos problemas da socidade. À vista disso, na realidade hodierna, a crítica de Saramago, é visível na importância da representatividade na publicidade. Dessa forma, destacam-se dois aspectos importantes, o estereótipo “padrão” retratado na publicidade e o preconceito velado nesse mesmo âmbito.
Em primeira análise, vale ressaltar que essa falta de representatividade na publicidade brasileira está nítida principalmente na forma como as mulheres são representadas, visto que são retradas de forma estereótipada, sendo: brancas, magras e de cabelo liso, além da enorme sexualização de ambas. Desse modo, é inegável dizer que mulheres negras tem menos espaços nas propagandas, uma vez que apenas 25% de participação nas peças publicitárias são ocupadas por elas. Destarte, fica claro que menos de 50% da sociedade é representada por essas publicidades.
Ademais, na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social tem ausência de problemas. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que o preconceito velado é altamente recorrente na área publicitária. Segundo, a agência Heads, a maior parte das protagonistas negras na TV não tem traços negroides, sendo apenas 47%, ou seja, a maioria das mulheres negras que são mostradas nas mídias televisivas são do tom de pele mais claro, traços finos, cabelos alisados ou lisos, reforçando ainda mais o preconceito velado.
Fica evidente, portanto, que há necessidade de serem tomadas providências para amenizar tais problemáticas relacionadas a falta de representatividade na publicidade. Logo, cabe ao ministério da educação, responsável por todo sistema educacional brasileiro, com ajuda da mídia, promover por meio de palestras, discussões entre alunos sobre essa temática, afim de sensibilizar e mostrar a estes como devemos incluir a todos. Só dessa maneira, será possível evitar que mais problemas como mostrado no livro de Saramago, fiquem “invisíveis” perante a sociedade.