A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 22/03/2022
Na Constituição Federal promulgada em 1988, determina no Art.3 que “Constituem objetivos fundamentais da Républica Federativa do Brasil: promover o bem a todos sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Entretanto, a realidade de empresas de publicidade no Brasil é muito diferente do que diz a Constituição. Por exemplo, dificilmente negros fazem trabalhos para grandes marcas, ou são protagonistas de novelas. E a principal causa dessa falta de pessoas negras em trabalhos publicitários, é o preconceito velado (ou muitas vezes descarado) estabelecido na sociedade, aonde para muitas pessoas o indivíduo negro não pode ter um papel de destaque, e ignoram a importância da representatividade na publicidade.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, homens e mulheres negros são grande minoria em propagandas publicitárias. Segundo a agência Heads Propaganda e a ONU Mulheres, a presença de negros na publicidade é de 58%, sendo 35% do sexo feminino e apenas 23% do sexo masculino. Contudo, o percentual de pessoas negras na publicidade ainda é menor que negros na televisão, que estatisticamente o número é de 29%, incluindo homens e mulheres, segundo dados da agência Heads Propaganda.
Infelizmente algo que se tornou muito frequente, é quando uma pessoa negra consegue com seu próprio esforço um trabalho de destaque na televisão, e por consequência internautas á atacam, alegando não ser qualificada o suficiente para assumir determinado trabalho.E este é o caso da jornalista Maria Júlia Coutinho, que segundo o site g1, em 2020, ao começar a apresentar o Jornal Hoje, sofreu ataques nas redes sociais que desqualificavam seu trabalho, e incluisve foi vítima de racismo.
Portanto, cabe as ONGs de combate ao racismo, criarem programas de inclusão de negros na publicidade no Brasil, para que assim, consigam o apoio de agências que são afavores da importância da representatividade, pois com a influência de todos, há chances de combater a discriminação, mesmo não sendo fácil. Como dizia o físico Albert Einstein “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.