A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 03/05/2022

Pessoas brancas, magras, de cabelos lisos, heretossexuais: esse é o estereótipo de beleza predominante nas campanhas publicitárias do Brasil. A disseminação desse protagonismo tem antecedentes que, apesar de serem um pouco menos influentes nos dias atuais, por causarem efeitos negativos na sociedade e inspirarem comportamentos desvinculados à realidade, necessitam ser totalmente superados.

Primeiramente, na Grécia Antiga, crianças que apresentassem algum tipo de deficiência eram mortas por não serem compatíveis com o padrão daquela época. Esse acontecimento histórico exemplifica que não é de hoje que o preconceito com minorias - somados à exaltação de um estereótipo considerado superior - excluem sua representaividade nos diversos âmbitos da sociedade,como na publicidade. Um exemplo recente disso é o resultado de uma pesquisa da empresa Kantar, que indicou que mais de 70% dos brasileiros não se sentem representados nos anúncios destinados a eles.

Ainda convém lembrar que, por mais que as propagandas estejam evoluindo, não há equidade na representação do leque de raças e gêneros do Brasil. Isso causa um efeito direto na autoestima e na autoconfiança dos grupos minoritários, além de inserir as crianças brasileiras numa bolha que se destingue da realidade do país e de incitar o bullying, decorrente do preconceito.

Dessa forma, faz-se necessária a intervenção das Indústrias de Publucidade e Comunicação no ato de ampliar a inclusão de pessoas pretas, pardas, indígenas, deficientes e LGBTQIA+ em publicidades em geral, a fim de haver maior heterogeneidade nas diversas campanhas de propaganda, valorizando, assim, a diversidade social brasileira e representado o país como realmente é.