A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 03/04/2022
A série “Emily in Paris” -produzida pela Netflix- retrata como o marketing digital influencia as pessoas e seu modo de ver o mundo. Por analogia, essa situação é refletida em nossa sociedade e traz prejuizos no tocante à falta de representatividade na publicidade. Dessa forma, esse segmento se deve principalmente ao protagonismo branco e a exclusão de grupos minoritários.
Em primeiro plano, pode-se relacionar o protagonismo branco como fruto de toda uma construção histórica e social. Segundo Friederich Engels, não pode ser livre um povo que oprime outros povos. Sob essa perspectiva, as mídias sempre reforçaram esteriótipos de branquitude e de um corpo perfeito, os quais são idealizados pelas pessoas. Além disso, não há uma preocupação em quebrar esses padrões e incluir outros grupos sociais, e isso afeta toda uma geração que não se ve representada nos meios digitais.
Em segundo plano, essa condição implica a exclusão minoritaria hodiernamente. De acordo com Said Augusto, vivemos em um país onde todos somos iguais, mas estamos submergidos a total desigualdade social. Analogicamente, essa desigualdade é incerida no meio publicitário, que ainda exclui cidadãos negros, mestiços e os LGBTQIA+ de propagandas exibidas na TV e de posts de marcas nas redes sociais. Logo, tudo isso retarda a perpetuação desse cenário infesto.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar esse problema. Por isso, a mídia deve promover mais campanhas estreladas por indivíduos de diferentes gêneros e raças, por intermédio de meios digitais e televisivos, a fim de quebrar esteriótipos criados ao longo dos anos. Espera-se, com isso, uma possível solução desse quadro caótico.