A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 06/04/2022

No quadro “Operários” de Tarsila do Amaral precebe-se que a sociedade brasileira é heterogênea, ou seja, formada por diferentes povos, culturas e raças. Não restam dúvidas de que apesar do Brasil ser um país rico em diversidade seja preciso discutir sobre a importância da representatividade na publicidade. É certo que o passado escravocrata, somado com a falta de debate nas escolas sobre o assunto fazem com que a problemática perpetuem ao longo das gerações.

Em primeira análise, é notório que mesmo após mais de 130 anos da abolição da escravidão no Brasil existam atualmente empresas publicitárias que inviabilizam brasileiros de cor. Em consonância a isso a música “Como nossos pais” interpretada por Elis Regina diz: “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.” Nesse sentido, pode-se afirmar que há um ciclo viciosos de preconceito e invisivilidade nos meios de comunicação que causam uma falta de visibilidade e diversidade da cultura e raízes brasileiras, uma vez que as empresas preferem outros tipos de biotipos que corroboram para a existência, no século XXI, de debates sobre a importância da representatividade no Brasil atual.

Ademais, vale ressaltar que a educação é a única forma de mudar o rumo da história e dar representatividade aos negros, deficientes e refugiados brasileiros. De acordo com o educador brasileiro Paulo Freire, a metodologia de ensino nacional é demasiadamente conteudísta, de forma a não valorizar as diversas áreas da vida dos alunos. Desse modo, é lícito dizer que a perpetuação da falta de representatividade nas publicidades brasileiras se deve também a carência de debate sobre o assunto nas escolas, uma vez que se a temática não é debatida pouco se sabe sobre corroborando para que o ciclo vicioso de preconceito na publicidade no país perpetue.

Portanto, a representatividade na publicidade é um assunto improtante e que carece de medidas no país. Para isso, cabe ao Ministério da Educação- órgão responsável pela educação brasileira-, implementar na grade curricular aulas sobre a representatividade no Brasil, por meio do ensino de que o Brasil é heterogêneo e não há diferença entre a sociedade, para que seja possível ao ensinar os jovens a falta de representatividade diminua no país.