A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 20/04/2022
Refletir sobre os problemas mais expressivos da sociedade é dever de todo cidadão, principalmente no que se refere a falta de representatividade na publicidade brasileira. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para resolução da questão, que é motivada por uma sociedade que ainda prioriza estereótipos, e consequentemente gera falta de oportunidade para determinados grupos, como: mulheres, negros, pessoas LGBTQIA+, etc.
Em primeiro lugar, é importante reconhecer que, se tratando da publicidade brasileira, a equidade de raças e gêneros ainda está longe de ser alcançada. Segundo a pesquisa Mulheres (in) visíveis, realizada pela 65/10 em parceria com o Grupo ABC, 53% da população do Brasil é negra ou parda, porém, apenas 26% das pessoas retratadas na publicidade pertencem a estas raças. Logo, é notório que ainda existe um favorecimento de um grupo em detrimento de outro.
Ainda, é necessário reconhecer que a falta de oportunidade dificulta mais a questão da representatividade. É sabido que indivíduos homens, brancos, héteros, em sua grande maioria são priorizados, porém, ações realizadas por grupos minoritários se tornam grandes inspirações. Ao observar o projeto Pretinhas Leitoras, divulgado nas redes sociais, fica evidente a importância dessa representatividade. O projeto é comandado por duas irmãs, Helena e Eduarda, que juntas tem o objetivo de estimular a literatura infantil antirracista, e assim ajudar outras crianças.
Portanto, compete às mídias sociais realizar ações para resolução da questão. Essa ação deve ser feita por meio de campanhas que acolham diversos grupos de pessoas, além da divulgação de projetos nas escolas com o objetivo de atrair jovens e crianças, pertencentes a variados grupos, para que assim a diversidade possa ser sempre incentivada. Deste modo, poderá haver uma representatividade na publicidade brasileira.