A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 13/05/2022
Gilberto Freyre, sociólogo brasileiro, aponta a miscigenação do povo tupiniquim como uma da mais intrínseca base cultural do Brasil. Contudo, a tão vital diversidade não é plenamente exposta nas propagandas brasileiras, em vista, principalmente, da displicente postura governamental e do exíguo debate popular. Sendo assim, é essencial elucidar o imbróglio e discutir meios para afirmar a importância da representatividade na publicidade.
Vale ressaltar, diante do contexto, que a negligência do Estado é a grande propulsora da questão. Sob essa ótica, o estudo da Agência Heads relata 25% de participação de protagonistas negras nas peças publicitárias brasileiras; sendo esse ínfimo percentual o maior entre os outros grupos subrepresentados. Nesse viés, se torna insustentável a falta de políticas governamentais que objetivem tornar o espaço publicitário mais inclusivo, comportamento que evidencia a indiligência do Governo com a situação.
Ademais, é necessário enfatizar que a escassez de discussão popular auxilia no recrudescimento do entrave. Nesse sentido, o líder político Simón Bolívar afirma que um povo ignorante é instrumento da própria destruição; asserção que se encaixa no contexto brasileiro, uma vez que a presença de estereótipos nas publicidades é considerada a maneira ortodoxa do fazer publicitário, assim não causa estranhamento na população. Por isso, é urgente o fomento do debate popular, para que haja demandas pela inclusão da diversidade nas propagandas.
Portanto, é fundamental expor medidas para arrefecer a problemática anunciada. Nesse âmbito, o Ministério da Propaganda, órgão regulador das peças publicitárias, deverá organizar projetos que aumentem a diversidade étnica e cultural nas propagandas brasileiras, por meio de incentivos fiscais concedidos à companhias de publicidade que apoiem o projeto, a fim de assegurar a importância da representatividade na publicidade. Logo, a partir dos caminhos expostos, será possível não só a presença de propagandas mais inclusivas, como também impedir a premissa de Simón Bolívar.