A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 19/05/2022
É sabido que, segundo o Artigo 5º da Constituição Federal, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Desse modo, é justo que haja uma representação igualitária de todos os tipos de etnias e gêneros na publicidade. Entretanto, isso não é uma realidade existente na publicidade brasileira, o que demonstra um mercado ainda ditado por esteriótipos que excluem muitos grupos minoritários e contribuem para a persistência da discriminação social.
Primeiramente, a pouca importância que muitas marcas publicitárias ainda dão para a representatividade influencia diretamente a vida de muitas pessoas que participam de grupos minoritários, ao passo de que a falta de uma imagem que os represente na publicidade contribui para a também exclusão desses grupos na vida real, através da ocultação de sua importância e protagonismo, potencializando ainda mais o preconceito e discriminação contra esses grupos.
Ademais, a representatividade na publicidade é importante para acabar com a ideia do padrão de beleza imposto pelas propagandas por tanto tempo. Pois, ao valorizar e expor diferentes tipos de corpos, cores de peles, traços e biotipos no geral, bem como todos os tipos de gêneros, há uma potencial diminuição do preconceito para com físicos que não se encaixem na usual imagem de homens e mulheres brancos, loiros, de traços finos e cabelos lisos.
Portanto, para que haja um progressivo aumento da representatividade na publicidade, é preciso que o Ministério das Comunicações - responsável pelo gerenciamento de verba e das parcerias publicitárias do Estado - se alie a marcas diversas para produzir cada vez mais campanhas que incluam grupos minoritários e que os deem voz e protagonismo nas publicidades, para que assim seja diminuída a discriminação social e haja uma igual representatividade de todos os tipos de pessoas.