A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 08/11/2022

Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, através de pesquisas em 2019 pontua que apenas 42,7% da população se declara como branca. Em contrapartida, não é possível notar essa representação étnica equivalente aos dados por meio das propagandas e publicidades no país. Isso acontece por historicamente o país carregar uma herança eurocentríca, isto é, privilegiando a estética europeia e branca em detrimento de outras etnias e cores massivamente presentes. Deste modo, influenciando de forma acentuada os conteúdos midiáticos circulados à sociedade.

Em conformidade, é notório que no pós Abolição da Escravatura existiu por parte da elite dominante uma série de esforços para que a população se tornasse cada vez mais branca. Entretanto, apesar desses esforços não terem surgido o efeito esperado, essa mesma elite buscou por outros meios, como os veículos de mídia e publiciadade. Sendo assim, a propaganda começa a ter um intuíto de excluir pessoas de outras cores de representações. Portanto, gerando uma imagem equivocada e destorcida do que seria na realidade a cara da população brasileira.

Como resultado, gera na população uma dificuldade de construção de uma identidante individual e subjetiva. Assim, faz com que cresçam sem figuras semelhantes para se espelharem tanto de maneira estética quanto intelectual. Principalmente, na infância onde as crianças buscam também em veículos de mídia referências para a formação de suas personalidades e de aceitação às suas características.

Dessa maneira, de acordo com a pluralidade presente na sociedade brasileira, é de extrema magnetude que junto ao Legislativo seja criado leis que exijão a inclusão de diversidade no casting de publicidades circuladas no país, tanto na parte criativa quanto no corpo de modelos e atores, por apresentar mesmo de forma simbólica um ato importante para a formação de identidade de todos brasileiros e não somente de uma parte de um povo.