A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 04/07/2022
Em nossa sociedade há o estereótipo de que para cada gênero há um tipo de brinquedo, meninas brincam de casinhas e meninos de se aventurarem. Essa condição se estende além da infância. Há poucas propagandas com mulheres demonstrando o carro no volante, o mesmo ocorre em campanhas domésticas raramente vemos um homem estampando as. Deve ser difícil querer ser algo mais não ter em quem se espelhar. A publicidade na sociedade do consumo precisa quebrar os tabus para que as pessoas possam ter mais identidade.
Por outro lado, os negros não vem sendo representados adequadamente. O modelo europeu ainda é o mais procurado e visto na publicidade. Quando grande parte da população pensa na família do comercial de Margarina, pensam em pessoas brancas, loiras e de olho claro. Isso deve causar neles um sentimento de inferioridade, que nunca conseguirão ter o estilo de vida daquelas pessoas por não se verem representados ali. As campanhas precisam ser para todos realmente, se não podem destruir possibilidades.
Além disso, grandes marcas vêm sendo impedidas de incluírem pessoas LGBT em suas campanhas. Os conservadores boicotam os produtos e fazem manifestações até que o comercial seja retirado. Isso aconteceu em 2021 com o Boticário no dia dos namorados e com o Burger King no mesmo ano com uma campanha que pedia a inclusão. Essas pessoas já sofrem repressão do ambiente todos os dias e ainda não há em algo que eles possam se espelhar e viver seu amor.
Portanto, precisamos mostrar que todos são merecedores e possuem seu lugar na sociedade. Para isso, o governo poderia criar um sistema de cotas para as campanhas. As empresas seriam obrigadas a fazer diferentes campanhas para diferentes gêneros e raças. O número seria definido baseado no número de habitantes direcionado para cada produto em média. Isso seria obrigatório para todas as empresas de publicidade. Assim todos teriam a chance e a credibilidade de poderem ser o que quiserem ser.