A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 07/07/2022
“Eu nasci de cabelo enroladinho, um monte de cachinhos, na cachola”. O trecho se trata do jingle de uma marca de shampoo infantil criado em 2010. Apesar de simples, essa publicidade marcou uma geração de crianças, representando os cacheados e trazendo visibilidade para essas pessoas. Infelizmente, esse tipo de representação ainda não é comum nos veículos de comunicação, no qual sua ausência ofusca as minorias da sociedade juntamente com sua cultura.
Da mesma maneira, é necessário atualizar a mídia a respeito da representatividade na publicidade para evitar à repressão. Gradativamente, as empresas começaram a diversificar seu conteúdo visando atingir mais grupos. Entretanto, a velocidade no qual isso ocorre é muito lenta comparado à necessidade de destaque e exaltação das minorias. Atualmente, segundo o IBGE, mais da metade da população brasileira é composta por afrodescendentes, sendo o tom de pele majoritário no país. A ausencia da presença negra em papéis de destaque, por exemplo, demonstra o descaso da mídia com essa e outras comunidades.
Além disso, falta mais espaço nos veículos de comunicação para representar as comunidades e enaltecer sua importância. Segundo a ONU, menos da metade das atrizes negras possuem traços negróides, comprovando o fato do embranquecimento imposto pelos europeus desde o período colonial, que se refere à imposição da cultura do homem branco e a repressão pelo diferente. Essa questão continua presente nos dias atuais, visívelmente na televisão e internet, quando mantém o mesmo padrão de pessoas para todos os papéis sem haver variedade.
Portanto, é necessário evidenciar a importância da representatividade nos veículos de comunicação. Dessa forma, com o intuito de diminuir a repressão sofrida pelas minorias, cabe ao governo federal estimular essa visibilidade, por meio de incentivo fiscal, reduzindo tributos para empresas que divulgarem diferentes culturas, para serem mais difundidas e valorizadas pela sociedade geral. Assim, mais jingles inclusivos marcarão jovens de todo o Brasil, caminhando para representar todos os cidadãos brasileiros.