A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 03/07/2022

Na Grécia Antiga, havia um padrão de beleza imposto pelos homens para as mulheres serem consideradas belas, como a presença de cintura larga e braços brancos. No contexto atual, evidencia - se que existe uma luta para a quebra desses parâmetros, porém está longe de finalizar, já que ainda é comumente a falta de representatividade na empresa midiática. Logo, urge analisar que o legado histórico e o individualismo são as principais causas dessa adversidade.

Observa - se, diante dessa conjuntura, que a mentalidade retrógada agrava o impasse, pois subsiste a ideia de que alguém que não pertence a certo paradigma, não merece protagonizar alguma atividade de prestígio. Assim como a situação a qual a cantora Juliette presenciou, em que ela foi convidada para dublar um projeto e foi descartada por não abdicar de seu sotaque, muitos grupos sociais, como negros e gays, são excluídos e substituídos por cidadãos que, segundo a sociedade são mais bonitos.

Ademais, é preciso analisar que o comodismo vigente no corpo social impede que ele enxergue o problema e o seu efeito. A título de exemplo, o sociólogo Émile Durkheim afirma que o egoísmo dos indivíduos, em grande parte, é produto da sociedade. Nesse sentido, como muitos brasileiros são privilegiados, não percebem que a falta de pluralidade nas publicidades reforça a concepção de que o diferente é ruim. Dessa forma, medidas devem ser pensadas com foco na resolução desse entrave.

Em suma, a importância da representatividade na publicidade é fundamentada na desconstrução de estereótipos conservadores e no exercício da coletividade. Sendo assim, cabe ao Ministério da Cultura, fiscalizar leis as quais abordam a diversidade dentro da imprensa brasileira, e também às escolas proporcionarem palestras aos alunos sobre a relevância da luta coletiva como indivíduo em uma comunidade. Desse modo, os desafios atrelados ao tema serão mitigados.