A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 12/07/2022

Recentemente, um casal LGBTQIA+ após protagonizar uma publicidade de automóveis, foi submetido ao preconceito e aos julgamentos do público consumidor em sua forma mais cruel. Casos como esse acontecem comumente no meio publicitário, no qual as minorias são discriminadas ou diminuídas profissionalmente, por esse motivo, a desconstrução do estereótipo criado ao longo dos anos e a maior admissão das minorias na publicidade, são de grande importância para a representatividade.

Em primeira análise, de acordo com uma pesquisa publicada pelo jornal digital “Agência Brasil”, as minorias que realizam campanhas publicitárias são inferiores a 10%. Diante disso, a representatividade passa a ser uma necessidade, uma vez que ela não somente promove inclusão, mas expõe todo o pluralismo brasileiro. Logo, encontrar-se representado em diferentes meios de comunicação, não é só uma garantia de direitos, mas uma desconstrução de um pensamento sob uma ótica padronizada de corpos, raças e orientação sexual.

Outrossim, recentemente a Comissão Federal dos Direitos Humanos tornou obrigatória a reprentação da diversidade nas propagandas e publicidades do Brasil. Sendo assim, com a garantia proferida pela justiça, alcançar a igualdade de oportunidades em contratações para trabalhos publicitários que atinjam a proporcinalidade diversa do país, torna-se uma realidade obrigatória que assegura os direitos dos grupos comumente excluídos, tornando a inclusão e a humanização possíveis através da representatividade.

Portanto, para que o âmbito publicitário continue sendo uma janela de irrefutável importância representativa, é necessário que o Ministério dos Direitos Humanos fiscalize o cumprimento da lei sancionada, para que ela permaneça efetiva. A fim de não somente de garantir equidade no exercício dos direitos, mas de combater o preconceito e reforçar a diversidade brasileira.