A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 29/08/2022
Um GIF divulgado em 2017 pela marca “Dove”, no qual é mostrada uma mulher negra tirando uma camiseta marrom escuro e revelando uma mulher branca por baixo, causou revolta instântanea na internet, os meros três segundos quase arruinaram a empresa que tanto prega ideias de amor próprio, diversidade e autoestima. Dessa forma, observa-se que ainda no século XXI o marketing é voltado para um grupo seleto de pessoas, logo, é importante analisar como o racismo e os esteriótipos de beleza estão diretamente ligados à publicidade, e consequentemente, ao mercado consumidor e a sociedade.
Primordialmente, é necessário entender como os anúncios publicitários das últimas décadas carregam traços racistas, nesse sentido, cabe mencionar marcas de cosméticos que não produzem bases adequadas para tons de peles negras. Entretando, vale destacar a “Fenty Beauty”, da cantora Rihanna, uma das únicas marcas no mercado que realmente se preocupa com a diversidade, e produz cosméticos para todas as peles. Ficando claro, como o preconceito está presente dentro do mercado publicitário e consumidor.
Em segundo lugar, também é importante ressaltar os esteriótipos que são constantemente reafirmados em propagandas. Corpo perfeito, pele perfeita e cabelo perfeito, fazem com que a imagem de uma “pessoa perfeita” seja idealizada por muitos, e alcançada apenas por meio de procedimentos cirúrgicos. Por muitos anos, a marca de lingerie Victoria’s Secret fez desfiles que corroboraram com a ideia de corpos perfeitos, até que a marca SavageXFenty, também da Rihanna, derrubou a marca tradicional de ligeries, e trouxe uma perpectiva realista sobre corpos e individualidade.
Por fim, cabe à escola, forte ferramenta de formação de opinião, realizar rodas de conversa e projetos em colaboração com psicólogos, que trabalhem com a autoaceitação e o amor próprio. Além disso, também se faz necessária a atuação de plataformas midiáticas, nas quais propagandas de marcas mais inclusivas sejam fortemente divulgadas e influenciadores digitais que fazem parte de minorias e pregam ideias de aceitação sejam colocados em destaque, só assim, haverá de fato mais diversidade e representatividade na publicidade.