A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 05/09/2022

A obra “Utopia”,do escritor inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita,caracterizada pela ausência de conflitos.Contudo,a realidade brasileira difere desse cenário fictício,uma vez que a questão da importância da representatividade na publicidade apresenta barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de More.Nesse sentido,evidencia-se que esse quadro adverso é fruto de questões culturais e sociais.Portanto,é fulcral averiguar os entraves do problema.

Em primeira análise,é notório que a inoperância estatal é uma das causadoras do imbróglio.Consoante a Carta Magna de 1988,todos são iguais perante a lei.Entretanto,a escassez de representatividade nas mídias sociais diverge da premissa citada,visto que ,em sua ampla maioria,as campanhas publicitárias optam por modelos culturalmente e historicamente mais aceitos para estrelar seus produtos ou serviços.Nessa perspectiva,urge que mudanças no “padrão normal” do corpo social sejam feitas ,para que a minoria coletiva seja efetivamente simbolizada.

Em segunda análise,é indubitável que o preconceito para com pessoas com alguma deficiência,permeia o mundo das propagandas.De acordo com o escritor Fernando Pessoa,“O homem perfeito,se existisse,seria o ser mais anormal que se poderia encontrar”.Nesse contexto,o ideário publicitário ainda buscado pelas empresas perdeu seu nexo,haja vista que ,na atualidade, há um maior entendimento da magnitude de colocar em posição de destaque aqueles que por muito tempo foram marginalizados nesse segmento de trabalho.

Diante do exposto,medidas são cruciais para enaltecer a relevância da problemática.Logo,cabe ao corpo midiático,entidade responsável pela construção de ideais coletivos,por meio das redes sociais e de propagandas televisivas,realizar ações comerciais que tragam maior diversidade étnica e corporal,visando incluir na esfera da publicidade padrões antes estigmatizados socialmente.Posto isso,o panorama criado por Thomas More será alcançado.