A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 09/09/2022
De acordo com a Amazon, a boneca Barbie está entre os brinquedos mais vendidos em sua plataforma. Porém, em 2001, as bonecas Bratz alcançaram, por pouco tempo, o elevado patamar no qual Barbie se encontrava ao introduzir uma diversidade de etnias a suas personagens, fazendo com que crianças de diversas partes do mundo pudessem adquirir bonecos que se assemelhassem a elas. Como resultado, Barbie passou a aumentar a representatividade de etnias de seus personagens gradativamente, da mesma forma que a mídia tem feito no decorrer dos últimos anos.
Ao passo que a falta de representatividade étnica têm diminuído recentemente, o protagonismo na mídia ou em altos cargos de trabalho de indivíduos afrodescendentes ainda permanece mínimo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 60% da população brasileira não é identificada como branca ou caucasiana. Todavia, de acordo com o estudo realizado pela agência Heads, é estimado que a presença de mulheres negras na televisão brasileira represente apenas 25% das aparições.
Ademais, os procedimentos de alisamento de cabelo, clareamento de pele e afinamento do nariz permanecem comuns, apesar do suposto aumento da representatividade midiática. Decerto, o eurocentrismo tem enorme papel na marginalização de minorias nos meios de comunicação. Por conseguinte, através de uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, com cerca de meio milhão de entrevistados, foi constatado que 47% dos europeus associam pessoas negras à conceitos negativos.
Diante dessa realidade, urge a necessidade de intervenção do Estado, por meio da criação de uma lei, para que seja facilitado o ingresso de pessoas que representam a maior parte da população brasileira nos veículos de comunicação, como pretos e pardos, pois dessa forma bonecos de diferentes etnias não serão mais considerados exóticos e inovadores, mas sim uma normalidade.