A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 17/09/2022

“A pluralidade é a lei da terra”. Essa frase, da filósofa alemã Hannah Arendt, deveria representar o Brasil, já que se trata de uma país tão heterogêneo antropologicamente. Entretanto, nota-se que isso está longe da realidade, já que a exclusão de minorias continua a ser um problema no país, perpetuado por um contexto histórico e social.

A princípio, convém salientar a relevância do histórico brasileiro em relação à problemática. Conforme o antropólogo Claudi Lévi-Strauss, a interpretação adequade do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como eventos históricos e e as relações sociais. Dessa forma, destaca-se que o silenciamento às minorias é uma tradição consolidada há séculos no Brasil, que não foi totalmente excluída através de instrumentos legislativos. Com isso, é notório que é necessário integrar a inclusão na raíz do comportamento coletivo: a cultura.

Logo, é indubitável que o ambiente em que se desenvolvem os cidadãos é relevante para a questão. Crescendo em um cenário de desvalorização da minorias, onde elas são excluídas de anúncios, expressões artísticas e demais faces do cotidiano brasileiro, o indivíduo tende a torná-las invisíveis. Com isso, há uma tendência ao preconceito, o que configura um fato socia que, segundo Émile Durkheim, é quando uma série de costumes de pessoas que cercam uma pessoa a moldam, sem que essa tenha poder de escolha. Logo, pode-se concluir que a exposição ao diferente é fundamental para a resolução da questão discutida.

Portanto, é evidente que medidas devem ser tomadas para a resolução do tema.

Com isso, faz-se necessário que o Ministério da Educação fomente “workshops” em escolas de nível fundamental e médio, parques, praças e museus, a fim de conscientizar a população acerca da importância da valorização de minorias. Aliado a isso, o Governo Federal deve vincular campanhas publicitárias em locais públicos e na internet, bem como uma “hashtag”, que valorizem a diversidade celebrando a participação das minorias nos veículos de comunicação. Com isso, há de se criar uma sociedade mais inclusiva, que rejeite publicidades, movimentos e tradições que não condizam com a pluralidade tupiniquim.