A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 20/09/2022
Durante o século XVI, o surgimento da imprensa na Europa contribuiu para a queda do domínio do catolicismo na mentalidade social do continente e para a livre circulação dos ideais renascentistas. Contemporaneamente, a mídia se perpetua como um veículo ideológico, cujas peças publicitárias se mobilizam para retratar a diversidade racial e de gênero no Brasil. Entretanto, a representação de negros e da população LGBTQ+ nas propagandas ainda está longe do ideal e precisa se liber- tar de esteriótipos preconceituosos. Diante disso, é urgente debater a representa-tividade na publicidade do país.
Primeiramente, a 3° geração do romantismo brasileiro inaugurou a arte co- mouma plataforma de engajamento social. Nesse sentido, autores como Castro Al- ves se preocuparam em retratar nas suas produções poéticas as questões sociais típicas do século XIX, como a opressão do povo preto pelo regime escravocrata. De maneira semelhante, as marcas empresariais da hodiernidade se conscientizaram sobre as lutas contra o racismo e em favor do orgulho sexual e de gênero presen- tes na sociedade. Dessa forma, tal consciência reverberou no surgimento da publi-cidade mais inclusiva com a diversidade humana, a qual resultou, por exemplo, no protagonismo negro feminino em 25% das peças publicitárias, conforme a Agência Heads.
Todavia, a publicidade da nação exclui pessoas com traços negróides, como cabelos crespos e lábios grossos, ao passo que prioriza representar pessoas pretas com traços finos. Ademais, a representação publicitária de pessoas LGBTQ+ é qua- se nula, segundo o estudo da Agência SA 365. Desse modo, as marcas empresaria-is perpetuam uma realidade marcada pela segregação e pelo preconceito às mino-rias sociais ao realizarem uma representação publicitária seletiva.
Por fim, visando ao aprimoramento da representação na publicidade do país, o Executivo Nacional poderia promover um aumento da representatividade nas pe-ças publicitárias, por meio da criação de projetos os quais incentivem a inclusão de pessoas negras e LGBTQ+ neste meio. Além disso, tal órgão poderia promover a conscientização das marcas empresariais acerca da importância da publicidade sem esteriótipos raciais e de gênero por meio destes mesmos projetos.