A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 25/10/2022
“A pluralidade é a lei da terra”. Essa frase, da filósofa alemã Hannah Arendt, deve-ria representar o Brasil, já que se trata de um país tão antropologicamente hetero-gêneo. Entretanto, nota-se que isso está distante da realidade, já que a exclusão de minorias continua a ser um problema no país, perpetuado por um contexto histó-rico e social.
Mormente, convém salientar a relevância do passado brasileiro em relação à pro-blemática. Conforme Claudi Lévi-Strauss, antropólogo francês, a interpretação ade-quada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. Dessa forma, destaca-se que o silenciamento às minorias é uma tradição consolidada há séculos no Bra-sil, que não foi totalmente eliminada através de instrumentos legislativos. Diante disso, é notório que é necessário integrar a inclusão na raiz do comportamento coletivo: a cultura.
Logo, é indubitável que o ambiente em que se desenvolvem os cidadãos é rele-vante para a questão. Ao crescer em um cenário de constante desvalorização das minorias, em que elas são excluídas de anúncios, expressões artísticas e demais esferas do cotidiano tupiniquim, o indivíduo tende a torná-las invisíveis. Desse modo, há uma propensão natural ao preconceito, o que configura um fator social que, segun-do Émille Durkheim, é quando uma série de costumes de pessoas que cercam um indivíduo o moldam, sem que ele tenha o poder de escolha. Logo, pode-se concluir que a exposição ao diferente é fundamental para a resolução do tema discutido.
Portanto, é evidente que tais entraves devem ser solucionados. Assim, cabe ao Ministério da Educação fomentar a conscientização popular acerca do tema, por meio de “workshops” em escolas, parques, praças e museus, ministrados por auto-ridades no assunto, a fim de valorizar a diversidade e incentivar a participação ativa das minorias nas dinâmicas sociais e nos veículos de comunicação. Com isso, há de se criar uma pátria mais inclusiva, que rejeite publicidades, movimentos e tradições que não condizam com a pluralidade nacional e com o Estado Democrático de Di-
reito.