A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 26/10/2022
A escritora Mary Shelley, com o intuito de publicar seu livro “Frankenstein” em 1818, foi impedida por ser mulher, tendo que seu cônjuge levar os créditos. Essa problemática ainda presente nos dias atuais, extingue as diversidades existentes como raça, gênero e sexualidade. Mesmo fazendo parte da construção cultural do país, são poucos os que conseguem voz para lutar por equidade e representação.
Ademais, essa exclusão a minorias é vigente desde décadas passadas, quando somente o rei era representado como o “ser superior” e rainha sem importância de autoridade. Também, é notório que a exuberância para a sociedade é a representa ção de uma família branca e heteros, sendo estereotipada como a família feliz e excluindo as famílias negras e LGBT’s. Essa mesma impressão é sobre pessoas com transtornos depressivos em que a mídia resolve apenas ignorar, não divulgando a importância de terapias e altos índices de crianças ansiosas.
Outrossim, são as fotos do brilhante Machado de Assis que foi representado por muito tempo como branco. O próprio autor em citações do livro “Memórias póstumas de Brás Cubas” citava partes em que se entendia que o auto era branco, mesmo sendo negro. Isso só esclarece como o escritor se autodeclarava para ser reconhecido, pois em sua época um escritor negro não era visto como talentoso. O mesmo ocorre em propagandas e planners em que é difícil encontrar um negro como protagonista, sempre com papéis secundários, fomentando ainda mais o racismo presente no país.
Portanto, esse costume excludente deve ser minimizado até ser extinguido, para todos conviverem em equidade. Dessa forma, as empresas privadas se posionando nas mídias com #representatividadeparatodos, junto com os usuários, objetivando todos para enxergarem que a humanidade está criando cada vez mais voz pelos seus direitos. Assim, além de influenciar o mundo todo, diminuiria as condições de racismo e homofobia presente.