A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 04/11/2022

O brasileiro Adriel, de 13 anos, teve sua página na rede social “instagram” alvo de comentários discriminatórios de teor racista ao falar sobre livros e literatura em geral. O ocorrido comprova uma consequência da falta de representividade à qual o Brasil se faz agente coadjuvante ao dar margém a um viés subalterno às minorias. Desse modo, faz-se mister analisar como a prática do “bullyng” e os Direitos Humanos escancaram a invisibilidade brasileira na publicidade.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer o modo como o o “bullyng”, termo que designa a situação na qual uma pessoa é menosprezada ou hostilizada, não sendo aceita por um determinado grupo, em geral o da escola, se relaciona com a falta da representatividade, ressaltando ainda mais a relevância da visibilidade. Logo, a prática obtém certa veemência, uma vez que um grupo de indíviduos munidos de certo preconceito, não tendo como representativo midiático de algum atributo da pessoa com quem se relaciona no meio em que vive, possivelmente irá a tratar com repressão ou discriminação por a considerar diferente.

Em segundo lugar, no que concerne à Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, em seu artigo primeiro, que diz que os seres humanos são providos de liberdade e igualdade em direito, sem distinção de qualquer espécie, é possível analisar a correlação entre essa garantia e a realidade de invisibilização. No âmbito hodierno, é notória a distinção de certos grupos minoritários em virtude de caracteres que distoam dos da maioria em certo local ou contexto, como cor de pele e classe, o que contrapõe a máxima de que todos são iguais em direito na medida em que privilegia uns em detrimento das minorias sociais.

Fica clara, portanto, a necessidade de medidas de caratér governamental, partindo da aliança entre o Ministério das Comunicações e o Ministério da Educação, visto serem os órgãos federais responsáveis pela promoção do senso de inclusão às classes menos visibilizadas e instrução, também, das mais favorecidas, por meio de telenovelas, propagandas midiáticas que abranjam os menos representados de classes desfavorecidas e palestras que eduquem os que recorrem no preconceito, para que casos como o do Adriel não se repitam na vida das pessoas do corpo social brasileiro.