A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 06/06/2024
O mês do orgulho LGBT, além de ser um símbolo de resistência, é uma época de celebração da diversidade e da igualdade. Contudo, muitas empresas usufruem do momento para fingirem ser inclusivas, ganharem atenção e, após um tempo, renovam suas aparências, sendo um forte exemplo da mediocridade nas mídias. Isso posto, a representatividade na publicidade, de suma importância para a identificação individual, já possui grandes avanços porém, há desafios remanescentes a serem enfrentados pela sociedade.
Nessa perspectiva, o surgimento de figuras minoritárias como grandes protagonistas no mundo cinematográfico transparece o enorme progresso da pluralidade nos meios midiáticos. Sob esse viés, a série americana “Como defender um assassino” apresenta como ícone a advogada Annalise Keating: mulher, negra, bissexual e vítima de abuso, a qual captura a força necessária na luta contra o preconceito presente na realidade. Assim, a existência crescente dessas grandes imagens configuram um exemplo para essa e outras parcelas estigmatizadas. Dessa forma, esses ilustres marcos nas telas são valiosos significados para a autoaceitação e para o sentimento de pertencimento.
Entretanto, a pertinência de um baixo número de minorias no meio virtual dificulta a busca por maior inclusão social. Nesse sentido, segundo dados da pesquisa Todxs, realizada pela ONU, a comunidade LGBTQIA+, o público acima de 60 anos e as pessoas com deficiência possuem ao todo cerca de 14% de aparição em propagandas. Em vista disso, é evidente que o espaço para o correto e o mínimo reconhecimento dessa parte invisibilizada é pequeno em relação à maioria. Logo, embora o ramo publicitário desfrute de certa evolução sobre a diversidade, há uma insuficiência no comprometimento para com os marginalizados.
Portanto, para que a importância da representatividade na publicidade cresça ainda mais, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania promover a mudança cultural do país por meio de eventos direcionados à inclusão no campo das artes. Dessa maneira, a expectativa será de uma maior visibilidade do tema e de mais pessoas identificadas com a causa. Sendo assim, espera-se que o mês do orgulho mude o olhar das empresas para sempre celebrá-lo de forma genuína.