A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 07/02/2022

A Constituição Federal de 1988 ,traz, entre outros, a hierarquização, um dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde brasileiro,SUS.Segundo tal tece, os serviços de saúde são classificados por níveis de complexidade, sendo a atenção primária a responsável por 80% das demandas do país. Entretanto, a baixa procura por unidades básicas para abranger essa intensa quantidade de necessitados por cuidados leves, reflete na superlotação dos hospitais públicos,“ferindo” a cláusula pétrea.Destarte,a negligência do poder público em investir na estruturação completa dos postos de saúde e, por conseguinte, o sobrecarregamento das redes hospitalares,sobretudo, dos profissionais desses locais desvela a fundamental importância do levantamento de questões a esse respeito.

Sob essa perspectiva, é imperioso salientar o Contrato social, imposto pelos filósofos contratualistas do século XVII, no que concerne o fato do Estado garantir certos serviços básicos ao cidadão para uma harmonia social. Nesse sentido, pode-se afirmar que, no âmbito brasileiro, há uma falência desse contrato,a partir do momento em que se analisa o precário investimento governamental na atenção primária da saúde. Dessa forma, já que não há uma drenagem bastante intensa dos pacientes em situações não hospitalares nos postos e uma orientação à população sobre esse respeito, o SUS sofre um lapso, especialmente econômico.

Ademais, ressalta-se o contexto pandêmico em meados de 2020, quando se observou uma elevada quantidade de indivíduos sendo contaminado pelo  vírus, devido às longas filas de esperas nos hospitais que poderiam ser reduzidos caso as unidades básicas realmente agissem de modo eficaz. Assim, o Estado acaba lidando com muitas mortes e doenças cotidianamente, o que impulsiona os gastos públicos exorbitantemente e concomitante, os profissionais tendem a desenvolver problemas psicológicos, como o Burnout.

Faz-se necessário, portanto, objetivando que os postos de saúde cumpram suas funções, de forma a mitigar a superlotação nos hospitais, que o Ministério da Saúde, mobilizado por Organizações Não Governamentais dessa área, destine verbas, juntamente com um plano de estruturação das unidades básicas, à todos os estados. Nesse espectro, será primordial, a atividade de fiscais nesses locais para orientar e evitar a corrupção desses investimentos. Concomitante, esse mesmo Ministério deve lançar uma camapanha, nos horários de pico televisivo, que eduque a população a respeito do momento certo para a procura hospitalar e para a atenção primária.