A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 15/04/2022
Durante a implantação da Constituição de 1988, no Brasil, um dos direitos garantidos à população foi o acesso à saúde de forma universal e gratuita, denominado de Sistema Único de Saúde (SUS). Neste sentido, a possibilidade do tratamento precoce de complicações médicas e da prevenção de patologias ganhou notoriedade em todo o mundo, visto que as unidades básicas de saúde exerceriam essa ação. Porém, problemas como o desconhecimento social sobre a importância desses locais e a falta de recursos acarreta sua desvalorização.
Em primeiro plano, vale destacar a ausência de conhecimento popular sobre o papel das unidades básicas de saúde. Como o próprio nome induz, o atendimento desses postos é focado em casos considerados mais simples e na profilaxia de doenças, para que o paciente não precise se deslocar até um hospital para solucionar algo de menor complexidade. Logo, a pouca divulgação desse objetivo faz com que a população enxergue nos hospitais maior segurança, já que possui maior estrutura, em oposição a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, na qual menciona que as unidades básicas devem atender cerca de 80% dos casos no país.
Em segunda análise, a falta de recursos que ajudem nessa democratização da saúde é notória. Geralmente, o retrato dos postos se resume a precariedade de materiais, médicos e até de estrutura predial, o que gera um desânimo popular sobre a utilização desse recurso, mesmo que gratuito. Tal realidade é veiculada pela série “Unidade Básica”, em que médicos, enfermeiros e agentes de saúde se desdobram para auxiliar pacientes em locais periféricos, e, até, com recursos próprios, o que reforça essa situação de forma nacional.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de valorizar a saúde pública no Brasil. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, deve divulgar as possibilidades de atendimento pelo SUS nas escolas, por meio de aulas interdisciplinares de ciências e geografia, além de campanhas televisivas, trabalhos e palestras sobre a situação das unidades, a fim de gerar senso crítico social e fomentar o acesso a elas. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde estruturar as unidades pelo Brasil, por intermédio da destinação e fiscalização do dinheiro destinado a elas, para que haja recursos e favoreça a adesão popular.