A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 19/02/2022
Desde a promugação da constituição federal em 1988 o acesso à saúde é um di-reito de todos e dever do Estado. No entanto, em pleno século 21 torna-se notável o descaso do governo com os órgãos de saúde e começam também a surgir algu-mas discussões à cerca do quão importante são as unidades básicas de saúde, sur-gindo, como principal, o questionamento sobre a privatização do SUS, Sistema Úni-co de Saúde, tal decisão, além de tornar o acesso à saúde ainda mais precário pre-judicaria mais de 70% da população que depente exclusivamente do SUS.
Em primeira análise, a ideia governamental para a divisão do SUS seria a divisão do Sistema em UBS, Unidades Básicas de Saúde, UPA’s, Unidades de Pronto Atendi-mento, e os hospitais em sí, sendo a UBS e a UPA as responsáveis por atender 95% da população para que dessa forma não gerasse enormes filas nos hospitais. Po-rém, de acordo com o médico Paulo Texeira, atuante em dois hospitais públicos, não é isso o que acontece, devido à falta de investimento do governo no sistema de saúde esses 5% que são encaminhados aos hospitais, segundo Paulo, “morrem de esperar”, devido à falta de manutenção do Sistema de saúde.
Nesse contexto, surge também a discussão sobre a privatização do SUS, o que, tanto para Paulo Texeira, quanto para outros profissionais do sistema público de saúde, acabará democratizando ainda menos o acesso à saúde. Diante disso Paulo argumenta que, se de acordo com a Contituição Federal cabe ao Estado proporcio-nar o acesso à saúde, o mesmo deveria cumpri-lo e não terceirizá-lo. dessa forma, torna-se notável o quão importante é a não-privatização do sistema público de sa-úde, pois os 70% da população que ultiliza o SUS, segundo IBGE, seriam afetados, pois essa porcentagem, majoritariamente, são dependentes do SUS.
nesse contexto, para que o Sistema Único de Saúde continue salvando as mi-lhares de vidas que sempre salvou o Estado deve focar mais no investimento de inovação e tecnologia nos pontos que ainda estão debilitados, principamente em equipamentos. Pois, dessa forma, o SUS ficará ainda mais eficiente e ágil conse-guindo atender toda a demanda de pacientes e não necessitando de uma privatiza-ção, tal atitude ampliará e melhorará sua abrangência e impedirá que aconteça o que Paulo disse, que os pacientes morram na fila de espera.