A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 16/02/2022

Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Nacional Constituinte - instituíram um Estado democrático a fim de assegurar a saúde como valor supremo de uma sociedade fraterna. Nesse sentido, a unidade básica de saúde (UBS) é essencial para garantir essa saúde básica de qualidade, em especial no que concerne a atender a uma parcela significativa da população e a evitar sobrecarga do sistema.

Nesse cenário, a ausência de UBS inviabiliza o acesso ao direito de saúde do cidadão. Sob esta ótica iminente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na Pesquisa nacional de Saúde que 70% dos brasileiros vão usar o SUS (Sistema Único de Saúde) quando precisar de algum atendimento médico. Nessa lógica, as UBS são fundamentais para assegurar o acesso ao SUS, já que são localizadas próximas aos centros de circulação e fornecem atendimentos básicos essenciais para preservação da saúde da sociedade.

Outrossim, a enquanto as unidades básicas não tiverem relevância, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mais cruéis formas de violência: a doença. Consoante a isso, o escritor brasileiro Gilberto Dimeinstein disserta, em sua obra “Cidadão de Papel”, acerca da dificuldade da garantir os direitos constitucionais. De maneira análoga, ainda que tenha o SUS, a saúde se torna um “direito de papel” sem as unidades básicas, porque elas evitam a sobrecargas de pontos de atendimento de médio e alto nível, nos quais os riscos são maiores e é necessário

ter menos casos para aumentar os atendimentos.

As unidades básicas são, portanto, cruciais para garantia da saúde no país. É preciso que a criação, manutenção e atualização das UBS sejam prioridades entre o Estado e a sociedade, para que a sáude pública de qualidade seja um valor supremo no Estado democrático brasileiro.