A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 23/02/2022

Entre os direitos assegurados pela Constituição Federativa vigente no Brasil, artigo 196, está o acesso à saúde, que também é tido como dever do Estado no mesmo artigo. O Estado, afim de garantir a universalidade desse direito, criou em 1990, dois anos após a promulgação da Constituição Cidadã, o SUS (Sistema Único de Saúde), que oferece serviços gratuítos em Unidades Básicas de Saúde e Hospitais Públicos, de modo que tais unidades possam atender 80% da demanda de atendimentos, sem que haja necessidade de transferência para os hospitais. Sendo assim, é mister salientar a importância das unidades básicas de saúde no Brasil, levando em conta principalmente a sua relevância social e acadêmica.

Como anteriormente colocado, as unidades básicas de saúde são a porta de entrada para o SUS. Estima-se pelo Ministério da Saúde que mais de 190 milhões de brasileiros são contemplados por seus serviços, ou seja, aproximadamente 89,5% na população brasileira já passou por uma UBS (Unidade Básica de Saúde). Porém, segundo pesquisa do Datafolha, 55% dos entrevistados avalia a saúde no Brasil como ruim ou péssima, o que demonstra que, apesar de sua importância social, o SUS sofre com a carência de insumos, instalações precárias e número de profissionais insuficientes para atender à população, gerando uma sobrecarga no sistema e, consequentemente, atraso em grande parte dos atendimentos.

No que tange o ramo acadêmico, vale ressaltar que o primeiro contato dos profissionais de saúde com os pacientes se dá através do estágio na UBS, ainda na faculdade, assim como previsto pelo Ministério da Educação na grade curricular dos cursos da área de saúde. Esse estágio é essencial para o desenvolvimento de habilidades na respectiva área, levando o acadêmico a se tornar um profissional competente e à vivência concreta da profissão que almeja exercer.

Portanto, afim de formar bons profissionais e garantir a universalidade do direito constitucional à saúde, o Ministério da Saúde, competente à tal área, deve incentivar também internos e recém-formados ao exercício do ofício em Unidades Básicas de Saúde, garantindo maior reconhecimento e gratificação, tornando, então, a quantidade de pacientes cada vez mais proporcional a dos profissionais de saúde.