A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 23/02/2022

Na personagem Mafalda do cartunista Quino, vê-se uma postura questionadora perante a disfuncionalidade da sociedade em que está inserida. É possível se inspirar no senso indagador dessa heroína dos quadrinhos para se entender, por exemplo, a falta de importância das unidades básicas de saúde do Brasil, buscando desse modo, formas de resolução para esse entrave. Por essa razão, é importante analisar essa questão no país.

Antes de tudo, nota-se que o Poder Público se mostra negligente ao não garantir a importância dessas unidades. Isso porque há uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta descontruir na população a ideia de se dirigirem diretamente aos hospitais, apresentando casos básicos, por exemplo, dores de cabeça, o que pode sobrecarregar os prontos-socorros. Sendo assim, vê-se que o governo não tem garantido o bem-estar de todos os cidadãos, demonstrando, dessa forma, a ruptura no contrato social teorizado pelo filósofo John Locke.

Além disso, pontua-se que a falta importância dessas unidades básicas de saúde é uma consequência da ausência de engajamento coletivo. Como prova disso, verifica-se que uma parte da sociedade tem mostrado certa inércia em não lutar pelo investimento financeiro, posto que faltam verbas para recursos básicos como, por exemplo, medicamentos injetáveis, comprometendo, assim, o acesso das pessoas esses remédios e, por conseguinte, a consolidação do direito à saúde. Esse cenário pode ser explicado a partir dos estudos do sociólogo Zygmunt Bauman, visto que, em virtude da cultura do individualismo, as pessoas passaram a negligenciar os problemas comunitários a pós Segunda Guerra Mundial.

Ressalta-se, portanto, que a falta de importância dessas unidades deve ser superada. Logo, é necessário exigir do estado, mediante debates em audiências públicas, a conscientização dos funcionários, objetivando garantir prontos-socorros mais evacuados para emergências. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, via campanhas midiáticas produzidas por ONG’S sobre a importância da mobilização coletiva em prol de recursos financeiros, a fim de garantir os medicamentos necessários para todos. Desse modo, assim como a personagem Mafalda, seria possível questionar os impasses existentes.