A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 04/03/2022

Segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à saúde, dessa forma, instaurou-se o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, organização capaz de garantir o atendimento gratuito, feito através das Unidades Básicas de Saúde (UBS). As UBSs fornecem serviços fundamentais e completos para o brasileiro, entretanto, tais serviços são prejudicados, tanto pela falta de investimentos quanto pelo não entendimento do cidadão acerca do funcionamento do SUS.

De acordo com dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 74% da população brasileira depende da saúde pública fornecida pelo SUS e, desses 74%, 46,8% busca o atendimento nas Unidades Básicas. Esses dados apenas demonstram a importância do atendimento primário, que consiste em prevenir doenças, orientar e acompanhar o paciente durante o tratamento. Tais procedimentos são essenciais para que seja feito um controle sobre as doen-ças, pois caso seja curada previamente, não será necessário que o paciente busque outras instituições de saúde. Entretanto, é a procura desordenada feita pela po-pulação, que aumenta as filas dos polos de atendimento, provocando atrasos e desvalorização dos casos de maior gravidade, que devem ser encaminhados para setores específicos fora das UBSs.

Nesse contexto, vale ressaltar que o SUS apresenta ramificações entre seus setores, como a Atenção Primária à Saúde (APS) que engloba a parte de cuidados básicos da saúde, como, por exemplo, as UBSs e as visitas domiciliares feitas por profissionais, o que reduziria o número de pacientes esperando nas filas. Além disso, outro problema é o pouco investimento na saúde pública do Brasil. Segundo o IBGE, apenas 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é investido em saúde, sendo 3,4% direcionado para a rede pública. A falta de verba prejudica na estrutura de postos de saúde em comunidades que dependem dele, entre outros fatores.

Diante disso, nota-se a necessidade de um maior investimento financeiro na saúde pública do Brasil, feito pelo Governo Federal, junto com o Ministério da Saúde, a fim de melhorar a forma de atendimento e cuidados com os pacientes em UBSs e outras unidades públicas, além de promover as capacidades do polos de saúde, podendo reduzir o número de pessoas não atendidas.