A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 17/03/2022
O documento jurídico mais importante do país, a Constituição Federal de 1988, assegura o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o acesso às unidades básicas de saúde não se encontra efetivado na sociedade nacional. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão do deficitário incentivo financeiro tangente a esses setores, mas também devido à elitização dos espaços públicos. Dessarte, urge a adoção de estratégias para reverter esse panorama.
Em primeira análise, vale destacar que a globalização - processo caracterizado pela integração tecnológica e econômica entre os países - foi um importante fator responsável pela transmissão e a valorização de informações e técnicas referentes ao sistema se saúde. Esse cenário, entretanto, ainda configura-se como um obstáculo para a sociedade brasileira, visto que as unidades básicas de saúde não recebem investimentos necessários para atender uma grande parcela da população brasileira, sendo negligenciadas por muitas instituições, que interessam-se, geralmente, apenas pela administração de hospitais de alta complexidade, evidenciando a vergonhosa disparidade socioeconômica do país.
Ademais, vale ressaltar que, em 2019, a Pesquisa Nacional de Saúde constatou que mais de 70% da população do país usa o SUS quando necessitam de atendimento médico. Nesse viés, é fundamental a organização e a operação de unidades de saúde em todo território nacional, desde o centro até áreas periféricas, de maneira que os princípios constitucionais sejam atendidos e seja concretizada a democratização do acesso a esse meio.
Verifica-se, então, a importância das unidades básicas de saúde no Brasil. Assim, faz-se imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio do Governo Federal, atue investindo em unidades de saúde organizadas e acessíveis, com infraestrutura adequada e profissionais de saúde qualificados, a fim de garantir o bem-estar da população, prolongando sua expectativa de vida. Além disso, precisa-se que a sociedade civil pressione o Poder Judiciário a aprovar projetos de leis que tornem obrigatória a democratização das unidades de saúde, objetivando que a efetivação dos elementos da Magna Carta seja uma realidade no país.