A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 18/10/2022

A saúde é um aspecto fundamental para se medir a qualidade de vida de um país. Diante disso, a Constituição Federal de 1988 garante o acesso integral de todos os cidadãos à saúde. Dessa maneira, o amplo acesso à saúde passa pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que correspondem a vários cuidados assistencialistas. Dessa forma, torna-se necessário que as UBSs não tenham seu viés humanista prejudicado por privatizações com visões lucrativas e que tenham seu serviço otimizado por políticas governamentais.

Sob esse viés, as UBSs fazem parte da prevenção, tratamento e conscientização da saúde, presente na localidade onde as pessoas moram, se torna o primeiro atendimento de que têm acesso. Segundo o IBGE mais de 70% dos brasileiros só tem oportunidade de usar o SUS (Sistema Único de Saúde). Os ACSs (Agentes Comunitários de Saúde) e ACEs (Agentes Comunitários de Endemias) que fazem parte das equipes de UBS exercem papel fundamental em suas visitas domicilares. Constituem a primeira fonte de orientação e cuidado. Ademais, idosos precisam dos cuidados dos agentes em relação a medicação, entre outras coisas. De acordo com isso, privatizações poderia prejudicar toda essa política de assistência e cuidado, de forma a valorizar o lucro em detrimento de cuidados humanitários.

Outrossim, existem poucas vagas no atendimento médico e odontológico para um público muito grande. Grande parte dessa população tem que chegar a UBS mais próxima de madrugada para conseguir atendimento. Na série brasileira Sob Pressão, a falta de infraestrutura nos hospitais públicos e sobrecarga dos profissionais de saúde fazem analogia a situação das Unidades Básicas. Com isso, é necessário o aumento de Clínicos Gerais e Dentistas de acordo com a população usufruinte dos serviços em cada bairro.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas a fim de otimizar a Atenção Básica no Brasil. Cabe então ao Governo Federal garantir a contratação de novos profissionais da saúde, por meio de repasses de verbas governamentais aos governos estadais e estes aos munícipios, a fim de colaborar com o ideal de saúde de qualidade para todos como garante a Constituição. Cabe também ao Governo Federal excluir a possibilidade de privatizações na área.