A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 15/04/2022
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”, sempre teve como característica marcante o nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, as unidades básicas de saúde no Brasil, torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Esse cenário antagônico é fruto tanto do abandono governamental, quanto da desigualdade no acesso. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que apesar da suma importância das unidades básicas de saúde no país, alguns problemas para sua melhor aplicação derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável para garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Assim sendo, devido à falta de atuação das autoridades, os cortes financeiros refletem nas estruturas precárias; falta de profissionais, medicamentos e exames médicos nas unidades, havendo como consequência a quebra dos direitos humanos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a desigualdade social como promotor do problema. De acordo, com o G1, cerca de 41% dos brasileiros dependem do SUS. Partindo desse pressuposto, com a ausência do pleno funcionamento dos postos de saúde e pelo fato de quase a metade da população brasileira não ter condições financeiras para possuir acesso à saúde básica particular, tal apontamento implica no aumento de doenças. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a desigualdade social contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Depreende-se, portanto, à necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, por meio de uma reunião, possa investir em melhorias nas unidades já criadas, incentivo aos profissionais da saúde nos postos. Desse modo, atenuar-se-á, ao impacto nocivo a coletividade alcançará o bem-estar.