A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 22/04/2022

Ao ler a obra “O mal-estar da pós-modernidade”, percebe-se que o sociólogo polonês Zygmunt Bauman defende a tese de que a civilização é o compromisso da renegociação. Em outras palavras, é preciso rever os erros e avançar rumo ao estado do bem-estar social. Ao considerar essa premissa sociológica para fundamentar discussão acerca da importância das unidades básicas de saúde no Brasil, é perceptível que a ideia de Bauman se aplica ao atual cenário da saúde brasileira. Nesse sentido, destaca-se que essas unidades de saúde são essenciais.

Em primeiro plano, vale ressaltar que essas unidades de saúde desempenham um relevante papel, garantindo à população uma saúde de qualidade através de atendimentos gratuitos, em Pediatria e Clínica Geral por exemplo, e do oferecimento de serviços, tais como a vacinação e a realização de curativos. Nessas unidades, acontecem as atenções primárias à saúde, ou seja, é onde há o primeiro ponto de contato acessível e abrangente para a população e através dela são oferecidos outros níveis de atenção mais complexos, e assim, encaminhando o paciente para o tratamento e prevenção de doenças, ajudando no bem-estar da população, majoritariamente pobre, que usufrui desse atendimento acessível.

Além disso, mais de 70% da população brasileira usa o SUS (Sistema Único de Saúde) quando houver a necessidade de algum atendimento médico, visto que, segundo A Pesquisa Nacional de Saúde, em 2019 apenas 28,5% dos habitantes possui plano de saúde médico ou odontológico. Nessa perspectiva, torna-se relevante o pensamento do filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortello, que na obra “Não nascemos prontos” defende a tese de que é preciso cuidar do ético para que nossa mente compreenda a importância de um determinado elemento. Em outras palavras, a nação deve reconhecer tais unidades como significativas para o país.

Diante desse cenário, são necessárias ações que busquem melhorar os quadros das unidades básicas de saúde. Inicialmente, cabe ao TCU fiscalizar o destino das verbas destinadas à saúde, visando uma maior efetividade nos investimentos. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde desligar os profissionais inadequados dessas unidades e substituir por outros médicos e enfermeiros que realizem o trabalho apropriadamente de acordo com cada situação dos pacientes que ali estiverem.