A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 03/05/2022

Em 1988 a Constituição Federal reconheceu no artigo 196, a saúde como direito de todos e dever do Estado, garantido políticas sociais e econômicas que tivessem como objetivo à saúde da população. Porém, segundo um estudo realizado no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 35 milhões de brasileiros, não possuem nenhum acesso aos serviços públicos de saúde (SUS). E esse problema vem tornando-se cada vez mais recorrente, consequência essa ligada ao descaso de seus órgãos responsáveis.

A princípio, é importância salientar que segundo o portal G1, 41% da população brasileira depende do SUS, e mesmo assim a dificuldade ao acesso é um problema que tem sido vivenciado há muito tempo no Brasil. Até mesmo desde 1822, onde Dom Pedro II, indignado com a situação enfrentada pelo povo, ordenou a criação de órgãos responsáveis pela saúde pública, gerando assim melhores qualidades de vidas para população. E ainda hoje, passados 200 anos, o Brasil deixa a desejar, no que concerne à saúde pública.

“A saúde é um problema político”, essa fala dita pelo ex-ministro da educação e médico, Helder Martins, refere-se ao descaso financeiro por parte do Estado, além dos vários cortes financeiros, prejudicando a saúde, não só de um indivíduo, e sim de uma sociedade inteira dependente deste meio, e que lida, ou com a falta de recursos básicos dentro da rede pública, ou com a dificuldade de acesso a elas, já que há poucas redes de saúde (SUS) no interior e periferias. Mostrando como o povo foi abandonado, pelo esquecimento financeiro dos órgãos políticos, mesmo estes sabendo de sua importância e dependência para boa parte da população.

Assim, cabe ao Estado e ao Ministério da Economia, órgão que cuida das questões administrativas no Brasil, tomar as providências econômicas necessárias para melhorar o quadro atual, como investimentos direcionados para as unidades públicas de saúde, além da construção e manutenção dessas redes em locais carentes, como nas periferias e nos interiores. Dessa forma, o Brasil não só estará aumentando a qualidade de vida da população como também estará dando passos para um país mais desenvolvido como um todo.