A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 25/04/2022
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê
em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 35 milhões de brasileiros não possuem nenhum acesso aos serviços públicos de saúde (SUS). Dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais
para combater a falta de unidades básicas de saúde no Brasil. Por conseguinte, é de grande importância ressaltar que 41% da população brasileira depende do SUS segundo G1, e mesmo assim a dificuldade ao acesso é um problema perturbador que vem sido vivenciado há muito tempo no Brasil. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o falta de recursos básicos dentro do SUS como impulsionador do problema no Brasil. Segundo Helder Martins, ex-ministro da educação e médico, “a saúde é um problema político”, essa fala refere-se em como o descaso do investimento por parte do Estado além do corte financeiro, pode prejudicar a saúde de uma sociedade dependente desse meio. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado e o ministério da economia - órgão que cuida das questões administrativas no Brasil,promover providências econômicas para amenizar o quadro atual, criando verbas governamentais direcionadas para as redes públicas que não têm acesso a equipamentos básicos de saúde, e ademais construções. Assim, se consolidará uma sociedade mais acolhedora, onde o
Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.