A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 02/05/2022

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevêem seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro.Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando seobserva os problemas relacionado ao SUS no Brasil, dado a sua importância, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a escassez de medidas governamentais para contornar esses obstáculos. Nesse sentido, a falta de investimento na área da saúde se torna um grande problema para as USB’s, a falta de medicamento e salas adequadas são os principais causadores da superlotação de outras unidades de saúde. Essaconjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como umaviolação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que oscidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como à saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de capacitação dos profissionais como impulsionador do problema no Brasil. Segundo um estudo realizado pelo IBGE, menos de 30% da população tem um plano de saúde. Diante de tal exposto é possível notar que mais da metade da população será dependente do SUS, entretanto, com a falta de formação dos profissionais, o trabalho não será realizado da forma mais efetiva e proveitosa, prejudicando, assim, todo o Sistema Único de Saúde. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses empecilhos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Economia - órgão que cuida das questões administrativas no Brasil - juntamente com Ministério da Saúde, promova providências econômicas para amenizar o quadro atual, criando verbas governamentais direcionadas para as redes públicas que não têm acesso a equipamentos básicos de saúde, a fim de garantir que a população usufrua do seu direito à saúde. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.