A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 03/05/2022
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente à todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as unidades básicas de saúde no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que visam melhorar as unidades básicas de saúde no Brasil. Nesse sentido, tal situação acaba culminando em uma série de problemas, visto que, segundo a G1, 41% da população brasileira depende das atividades do SUS. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Portanto, é fundamental apontar a política brasileira como impulsionadora dos problemas ligados às unidades básicas de saúde no Brasil. Segundo Helder Martins, ex-ministro da educação e médico, “a saúde é um problema político”, essa citação revela que todos os problemas ligados à falta de recursos básicos ou acesso às unidades básicas de saúde são de responsabilidade do Governo.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esse obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado e o Ministério da Economia, órgão que cuida das questões administrativas do Brasil, por intermédio de campanhas, crie verbas governamentais que sejam direcionadas às unidades básicas de saúde, a fim de tornar a saúde pública no Brasil mais eficiente e acessível. Assim, se consolidaria uma sociedade mais justa, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.