A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 14/05/2022
Na série ‘‘The Good Girls’’, Ruby inicia a prática de assaltos a bancos e mercados ao descobrir que não consegue pagar o tratamento médico da filha. Atualmente, é possível traçar um paralelo ao contexto vivenciado por Ruby, haja vista que a falta de Unidades Básicas de Saúde (UBS) geraria não somente a superlotação nos hospitais públicos, mas também o agravamento da crise sanitária no Brasil.
É relevavante abordar, primeiramente, o quanto a negligência às UBS’s causa a escassez no atendi-mento à população brasileira. Segundo o médico Luís Rosa, com a organização necessária, tais uni-dades de saúde resolveriam oitenta por cento dos problemas do brasileiro. Além disso, elas se loca-lizam em lugares residenciais, tornando-se mais acessíveis. Com esses fatores, a necessidade de lo-comoção aos hospitais públicos seria menor e não ocorreria a superlotação. Portanto, as Unidades Básicas de Saúde, quando bem administradas, são capazes de conceber um atendimento digno a cada indivíduo e rompem com a necessidade de ida ao hospital da maioria.
Consoante a isso, é indubitável que a maioria da população brasileira depende da saúde pública e sem ela o colapso sanitário seria inevitável. De acordo com o Índice Brasileiro de Geografia e Estatís-tica (IBGE), cerca de 7 a cada 10 brasileiros dependem do SUS (Sistema Único de Saúde), e as UBS’s fazem parte dele. Sem o SUS, a saúde brasileira se tornaria elitista, e o restante da população não teria acesso a recursos básicos como medicamentos, atendimento médico e exames . Dessa forma, a vulnerabilidade a doenças se tornaria mais fácil e, consequentemente, aconteceria o aumento na taxa de mortalidade e na ocorrência de epidemias. Portanto, a importância do SUS - e por conse-quência, das UBS’s - não se trata apenas do indivíduo, mas do país em geral.
Portanto, diante dos fatos apresentados, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, orgão que administra a saúde pública, aumente o valor econômico destinado às UBS’s, para que ocorra o investimento no atendimento médico primário e na disponibilidade de medicamentos gratuitos. Com isso, a superlotação nos hospitais não ocorrerá e os brasileiros terão a maioria de seus problemas de saúde resolvidos, e o Brasil se afastará da realidade vista por Ruby em ‘‘Good Girls’’.