A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 22/05/2022
A Constituição de 1988 garante, dentre muitos direitos, o acesso à saúde. Entre-tanto, na conjuntura brasileira atual, as unidades básicas de saúde, que asseguram o atendimento das principais enfermidades, são negligenciadas. Nesse contexto, no que tange a questão da importância das unidades básicas de saúde no Brasil, percebe-se a consolidação de um grave problema em virtude da falta de investi-mento na saúde e da falta de cobertura em todas as áreas.
Em primeira análise, a escassez de recursos destinados às unidades de saúde mostra-se como um fator determinante para a persistência da problemática. De acordo com o sociólogo Gilberto Dimestein, os “cidadãos de papel” são aqueles que possuem os direitos garantidos na lei, mas não na prática. Nessa perspectiva, tal situação é configurada uma vez que graças aos baixos recursos, ora por falta de equipamentos e medica-mentos, ora pelo desfalque na equipe médica, os pacien-tes são impedidos de exercerem seus direitos. Assim, é necessária uma mudança de postura do Estado.
Outrossim, a desatenção com as comunidades de regiões mais carentes ainda é um grande impasse para resolução da situação. Nesse sentido, segundo a filósofa Simone de Beauvoir, o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. Conforme a lógica da pensadora, o Estado se habituou a posição de inércia, em relação à construção de unidades de saúde em locais pobres ou interioranos, haja vista a carência de atenção médica e insuficiência de políticas públicas nesses locais, dificultando, assim, o acesso à saúde por essses moradores. Logo, faz-se imprescindível maior assistência às comunidades carentes.
Portanto, torna-se evidente que medidas são necessárias para alterar o cenário atual. Para isso, o Ministério da Saúde -principal órgão responsável pelo bem estar dos brasileiros- deve criar postos em regiões não contempladas pelas unidades bá-sicas de saúde com agentes da saúde que, por meio de visitas domiciliares, irão acompanhar a situação de saúde dessa população, além da distribuição de remé-dios e exames necessários, a fim de que o acesso às unidades básicas de saúde seja mais democrático. Dessa forma, a garantia do direito à saúde pela Constituição de 1988 será efetivado.