A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 18/05/2022

As unidades básicas de saúde (UBS) têm a importante missão de manter a saúde dos indivíduos com a promoção, prevenção e tratamentos das doenças. Sob tal perspectiva, é oportuno mencionar que a saúde é um direito fundamental inerente a todo cidadão, assegurada pelo princípio da universalidade da cobertura e do atendimento da Seguridade Social. Todavia, tal direito não tem sido empregado em sua totalidade, uma vez que existe a banalização das unidades básicas de saúde devido à inércia do Estado na fomentação desse setor.

Primeiramente, cabe pontuar que o país, no ano de 2021, enfrentou uma grande crise sanitária agravada pela pandemia do Covid-19. Nesse contexto, as unidades básicas de saúde (UBS) deveriam estar aparelhadas e com suporte para amparar a população diante de grande pestilência. Malgrado, deu-se o oposto, já que houve superlotações nos pólos, números inferiores de profissionais para suportar a demanda de doentes, falta de medicamentos e equipamentos. Assim, consequentemente, milhares de cidadãos morreram nos corredores com insuficiência respiratória por falta de leito e atendimento.

Outrossim, destaca-se que a ineficiência dos representantes corrobora as vicissitudes. Nesse sentido, segundo o filósofo John Locke há a ruptura do contrato social, haja vista que os representantes não garantem o mínimo existencial de seu povo, a exemplo, as unidades básicas de saúde fechadas por não terem os recursos necessários para o seu funcionamento. Esse cenário é o resultado da banalização da saúde na conjuntura hodierna. Dessa forma, o país assemelha-se ao “Cidadão do Papel” obra do jornalista Gilberto Dimenstein, na qual ela afirma que o Estado não é democrático quando existem diretos somente no papel, ou seja, não são empregados na prática.

Por conseguinte, a sociedade necessita urgentemente se distanciar do “Cidadão de Papel”. Para isso é necessário que a União reconheça a essencialidade das unidades básicas de saúde para coletividade e disponibilize verbas para que as Prefeituras assegurem a boa manutenção do setor. Assim, é possível de fato tornar a saúde universalista e assistencialista.