A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 25/05/2022

A Organização Mundial da Saúde (OMS) caracteriza a saúde como o pleno bem estar físico, mental e social. Assim, quando o organismo entra em desequilíbrio, a primeira reação do indivíduo é se direcionar a um médico clínico e, por vezes, a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), visto que estas prestam serviços imediatos de alta qualidade. No entanto, tal atendimento não é valorizado, devido à falta de informações e à negligência governamental.

A princípio, segundo o site jornalístico UOL, cerca de 70% dos brasileiros utilizam o SUS, mas não são todos que entendem sobre o funcionamento do atendimento primário prestado nas UBS. Logo, a população sofre com a escassez de dados sobre o sistema de saúde do Brasil e sobrecarrega os hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), com casos que poderiam ser resolvidos em uma unidade básica. Sob esta ótica, é possível citar a superlotação dos pronto-socorros que deveriam oferecer serviços de emergência, mas atendem pessoas com sintomas leves. Sendo assim, é evidente que a comunidade é amplamente afetada com o descaso causado pela ausência da disseminação de informações no que diz respeito à saúde pública.

Outrossim, o autor Gilberto Dimenstein cita em sua obra “Cidadão de Papel” a ineficácia da legislação brasileira, uma vez que embora seja completa na teoria, muitas vezes não se concretiza na prática. Prova disso é a falta de políticas públicas satisfatórias voltadas para o cumprimento do Artigo 6º da Constituição Cidadã, que garante, entre tantos direitos, a saúde. Dessa forma, as UBS no Brasil, apesar de possuírem extrema importância, são desvalorizadas. Ademais, tal situação se agrava devido às raras as campanhas e recursos oferecidos pelo Estado para que os cidadãos entendam e se direcionem da melhor forma.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, ministre palestras e divulguem folders sobre os atendimentos oferecidos pelas unidades, por meio de profissionais qualificados e instruídos, a fim de combater a desinformação e reconhecer a importância das unidades básicas de saúde no Brasil.