A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 06/07/2022
A declaração Universal dos Direitos humanos busca garantir a todos os cidadãos pleno acesso aos direitos básicos, como saúde e educação, além de preservar a integridade e dignidade do ser humano. Entretanto, tais garantias são negligenciadas quando os indivíduos não conseguem obter um bom atendimento devido a má estrutura e a desvalorização desses centros, pois milhares de pessoas dependem dessas unidades. Dessa forma, convém analisar os alicerces que sustentam a problemática, a saber, o deplorável atendimento e a miserável estrutura desses lugares.
Em primeira análise, nota-se que segundo o instituto Ipsos, nove em cada dez brasileiros não podem arcar com despesas de saúde devido ao alto custo das unidades privadas. Logo, essas unidades são frequentadas por milhares de pessoas diariamente e, infelizmente, a falta de investimentos está dificultando o atendimento desses indivíduos. Outrossim, percebe-se o desprovimento de empatia com os indivíduos que procuram esses centros e ,lamentavelmente, acabam esperando horas em filas quilométricas, ou recebem um péssimo atendimento dos médicos. Além de outros milhares de problemas.
Ademais, a horrenda infraestrutura dessas unidades dificulta ainda mais a tentativa de organizar esses postos e hospitais, como a falta de leitos, pois segundo o Conselho Federal de Medicina quase quinze mil leitos de internação foram desativados desde julho de dois mil e dez. Acrescenta-se também a falta de equipamentos para os pacientes e para certos procedimentos. Logo, com a chegada do vírus da covid no Brasil, esse problema foi agravado, segundo a fundação Oswaldo Cruz, o país vive a maior crise sanitária e hopitalar da história.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a problemática. Para tanto, urge que, a fim de garantir de saúde de qualidade a todos os cidadãos, o Ministério da Saúde, por meio do direcionamento de verbas governamentais, crie centros mais especializados e melhorados para o atendimentos dos pacientes. Além da maior humanização dos médicos em relação a pessoa que está sendo atendida, evitando se silenciamento acerca do assunto. Assim, a realidade brasileira poderá ser diferente.